Planejamento financeiro na prática: como estruturar e executar dentro do seu sistema de gestão

Planejamento financeiro na prática: como estruturar e executar dentro do seu sistema de gestão

O planejamento financeiro é o processo de projetar receitas e despesas para um determinado período, analisar os cenários possíveis e definir metas com base nessas informações. Mais do que um exercício teórico, ele é um instrumento de gestão que permite ao empreendedor antecipar riscos, organizar o crescimento e tomar decisões com maior segurança.

Quando bem estruturado, o planejamento financeiro oferece clareza sobre todas as movimentações previstas — tanto entradas quanto saídas — e cria as condições para que a empresa cresça de forma sustentável, evitando problemas de caixa e reduzindo o risco de insolvência.

Neste artigo, você vai entender como transformar o planejamento financeiro em uma rotina prática dentro do seu software de gestão.

Por que o planejamento financeiro é indispensável

Muitas empresas ainda operam olhando apenas o saldo bancário do dia. Esse comportamento é perigoso porque ignora compromissos futuros e receitas ainda não realizadas.

Um bom planejamento financeiro permite:

  • visualizar antecipadamente sobras ou faltas de caixa
  • organizar o pagamento de impostos e despesas fixas
  • avaliar a viabilidade de investimentos
  • evitar decisões baseadas apenas no saldo momentâneo
  • aumentar a previsibilidade do negócio

Em ambientes competitivos e com margens pressionadas, especialmente no varejo, distribuição e serviços, essa previsibilidade deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade operacional.

Como executar o planejamento financeiro dentro do sistema

A seguir estão cinco práticas fundamentais que podem ser implementadas imediatamente no seu ERP para estruturar um planejamento financeiro confiável.

1. Lance todas as despesas fixas no contas a pagar

O primeiro passo é garantir que o sistema represente fielmente a realidade financeira da empresa.

No módulo de contas a pagar, registre todas as despesas fixas mensais, como:

  • aluguel
  • folha de pagamento
  • pró-labore
  • energia, internet e telefonia
  • contratos recorrentes
  • financiamentos e empréstimos

Além disso, inclua também os custos com mercadorias (custos operacionais), pois eles impactam diretamente a necessidade de caixa.

Por que isso é crítico:
Sem essas informações lançadas previamente, qualquer projeção de caixa ficará subestimada e poderá induzir o gestor a decisões equivocadas.

2. Estruture corretamente o plano de contas das receitas

O plano de contas é a espinha dorsal da análise financeira. Uma estrutura bem definida permite enxergar de onde vem o dinheiro da empresa.

Organize suas receitas por critérios que façam sentido para a gestão, por exemplo:

  • tipo de venda (varejo, atacado, e-commerce)
  • canal de venda
  • setor ou departamento
  • categoria de serviços prestados

Essa segmentação permite análises como:

  • quais canais são mais rentáveis
  • qual área cresce mais
  • onde concentrar esforços comerciais

Boa prática: evite planos de contas genéricos demais. Quanto melhor a classificação, maior a qualidade das análises.

3. Ajuste corretamente as despesas variáveis

As despesas variáveis são aquelas que acompanham o volume de vendas. Se não forem previstas corretamente, costumam distorcer o resultado financeiro.

Entre as principais estão:

  • comissões
  • impostos sobre faturamento (ICMS, ISS, IRPJ, CSLL)
  • taxas de cartão
  • royalties ou taxas sobre venda

O ideal é que essas despesas estejam parametrizadas ou ao menos previstas no planejamento, para que o sistema reflita o impacto real do crescimento das vendas no caixa.

Erro comum: projetar aumento de vendas sem considerar o aumento proporcional dos impostos e taxas.

4. Realize a baixa das contas na data e no local corretos

A conciliação financeira é uma etapa frequentemente negligenciada, mas essencial para a confiabilidade dos relatórios.

Ao baixar títulos pagos ou recebidos, registre corretamente:

  • a data real da movimentação
  • o plano de contas correspondente
  • o local financeiro (caixa, banco, conta específica)

Esse procedimento garante que:

  • o fluxo de caixa seja fiel à realidade
  • os saldos por conta estejam corretos
  • os relatórios gerenciais sejam confiáveis

Sem conciliação adequada, o planejamento perde precisão rapidamente.

5. Utilize filtros e comparações entre planejado e realizado

Uma das maiores vantagens de usar um sistema de gestão é a capacidade de análise rápida.

Tanto no contas a pagar quanto no contas a receber, utilize filtros por:

  • período de vencimento
  • status (em aberto ou quitado)
  • plano de contas
  • centro de resultado (se houver)

Com isso, você consegue comparar:

  • valor planejado para o período
  • valor efetivamente realizado
  • desvios financeiros
  • tendências de comportamento

Essa análise é o que transforma o planejamento em ferramenta de gestão contínua, e não apenas em um orçamento estático.

O papel da disciplina operacional

Nenhum planejamento financeiro funciona sem rotina de alimentação correta do sistema.

Para que o controle seja realmente eficaz, a empresa deve:

  • lançar receitas e despesas antecipadamente
  • manter as baixas sempre atualizadas
  • revisar periodicamente as projeções
  • acompanhar indicadores financeiros
  • ajustar o planejamento conforme o cenário muda

Empresas que adotam essa disciplina ganham um nível muito superior de controle e previsibilidade.

Benefícios práticos para o empreendedor

Quando bem executado dentro do software de gestão, o planejamento financeiro proporciona:

  • visão clara do futuro do caixa
  • maior segurança na tomada de decisão
  • redução do risco de falta de capital de giro
  • melhor organização do pagamento de tributos
  • crescimento mais sustentável
  • resposta mais rápida a imprevistos

Na prática, o gestor deixa de “apagar incêndios” e passa a conduzir o negócio de forma estratégica.

Conclusão

O planejamento financeiro não deve ser visto como uma tarefa complexa ou distante da rotina. Com o uso correto do sistema de gestão, ele se torna um processo contínuo, simples e extremamente poderoso.

Empresas que projetam suas receitas e despesas, conciliam corretamente suas movimentações e acompanham o realizado versus planejado operam com muito mais previsibilidade e segurança.

Se você ainda não estruturou esse processo na sua empresa, este é o momento ideal para começar.

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